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Gengivas - a sua importância

 Gengivas - a sua importância

 

As suas gengivas estão a ficar de um vermelho vivo e sangram facilmente? Então convém ter presente que uma gengivite passageira se pode tornar gravíssima. É preciso levar muito a sério esta situação que pode ser a porta de entrada de micro-organismos patogénicos. Tratada a tempo, a gengivite não tem possibilidades de evoluir.

A gengiva é o tecido mole que circunda e protege os dentes. Se as gengivas mudam de cor, passando do rosa ao encarnado vivo e depois sangram quando lava os dentes ou come, é sinal de uma gengivite, ou seja de uma inflamação das gengivas. Todos podemos ser atingidos por esta patologia que é muito frequente e deve ser encarada com a maior seriedade.

Na prática a gengivite localiza-se, na maior parte dos casos, na zona de contacto entre o dente e a gengiva ou no espaço entre dois dentes. Mas pode também proliferar em toda a superfície das gengivas. Quando não é tratada, a gengivite pode provocar o desapoio dos dentes, atingir os ligamentos, talvez mesmo o osso alveolar e provocar uma parodontite. Em casos extremos pode mesmo levar a que os dentes se desprendam e caiam. Por tudo isto, o melhor mesmo é evitar o aparecimento da inflamação. Impedir que uma gengivite se desenvolva é, sobretudo, uma questão de higiene.

 

Uma questão de limpeza

A placa dentária resulta da acumulação de micro-organismos, de muco salivar e de restos de alimentos. A legião de germes que a acompanha faz com que a placa dentária esteja na origem da gengivite simples.

Por outro lado, os restos de alimentos, ao enfiarem-se entre dois dentes, provocam a compressão da gengiva que pode tornar-se numa gengivite localizada ou difusa em volta do dente. A gengivite pode também ter origem numa infecção. Um abcesso, um dente partido, um problema ao nível da raiz ou uma cárie provocam uma inflamação que pode alargar-se às gengivas. A perda da integridade da superfície do esmalte dos dentes, por sua vez, também é uma das causas de irritação da gengiva. O tártaro junta-se ainda à lista dos problemas na origem da irritação da gengiva. O tártaro é composto por matérias minerais depositadas sobre os dentes e sobe a gengiva. Devido à estagnação da placa dentária, torna-se mais espesso, irritando a gengiva e provocando a inflamação.

Existem ainda situações associadas a doenças ou a estados particulares que têm implicações nas gengivas. Assim, nas mulheres, a gengiva é extremamente sensível às modificação hormonais no período da gravidez ou durante as regras.

A diabetes, por seu lado, provoca alterações do meio bucal e da saliva. A consistência da gengiva tona-se um pouco gelatinosa e muito frágil. A menor irritação pode tornar-se muito dolorosa. Finalmente, o tabaco produz alterações na flora bucal e acentua a produção de saliva que cria depósitos de tártaro.

 

Dizer não à gengivite

O que é necessário fazer para impedir o aparecimento de uma gengivite? Basta, simplesmente, evitar cuidadosamente as situações que favoreçam as retenções alimentares, a acumulação da placa dentária e o depósito de tártaro. Para isto é necessário uma lavagem regular e apropriada da boca e dos dentes. Para a lavagem existem escovas e dentífricos adequados. As escovas devem ser mantidas nas melhores condições. É igualmente importante que a lavagem seja feita segundo as técnicas que permitem a obtenção dos melhores resultados. O fio dental é também um bom instrumento na prevenção da gengivite uma vez que permite a remoção de restos de alimentos alojados entre os dentes.

Estes cuidados deverão ser ainda complementados pela remoção do tártaro pelo menos uma vez em cada ano. Finalmente, se usa prótese dentária ou se é diabético deve observar os cuidados especiais associados a estas situações.

 

Segredos de uma boa lavagem

Uma boa lavagem é ainda a melhor arma para evitar o aparecimento da gengivite. Escovar bem os doentes não é propriamente uma coisa muito complicada. Basta ter presentes os seguintes passos:

- Escove todos os dentes, na parte externa e interna. Os movimentos devem ser rotativos e no sentido da gengiva para o dente. Faça-o durante três minutos após cada refeição;

- Utilize uma escova suave e curta para ter acesso a todos os recantos da boca. As cerdas sintéticas são as mais adequadas no combate aos micro-organismos;

- Não se esqueça de escovar cuidadosamente as zonas situadas entre dois dentes para evitar a inflamação eliminando todos os restos que ali se depositam;

- Escove também as gengivas com uma escova molhada. Já agora, não se esqueça da língua, que está sempre carregada de micro-organismos;

- Para não agredir as gengivas, não hesite em mudar de escova desde os primeiros sinais de fadiga das cerdas.Na prática, faça-o de dois em dois meses;

- Como complemento da escovagem, sirva-se do fio dentário, que desaloja os resíduos entre os dentes e nos bordos das gengivas;

- O dentífrico completa a acção da escova. Para as gengivas um tanto frágeis, prefira um produto específico sem abrasivo ou uma pasta gengival, em alternância com um gel que contenha sais de potássio ou compostos fluoretados;

- Última medida de higiene: retirar o tártaro, pelo menos uma vez por ano.

 

Próteses dentárias

Se tem uma prótese dentária, para além de observar os cuidados gerais a ter com a lavagem do dentes e da boca, deve ainda: Mandar verificar regularmente as pontes e outras próteses para que seja possível descobrir restos de alimentos e tártaro, por vezes bem escondidos. Se sentir incómodo com a prótese, informe o dentista que a poderá reajustar, polir ou então substituí-la quando já for antiga.

 

Diabéticos

Os diabéticos, para além do controlo cuidadoso da sua doença, devem consultar o dentista com regularidade para verificar se há tártaro ou outros problemas que podem provocar uma gengivite. No entanto, nos casos simples de corrimento ligeiro de sangue ou irritação passageira, escovar com maior frequência e massajar as gengivas com uma escova apropriada pode ser suficiente para resolver o problema em poucos dias.

Fonte: ANF

Dentes sem manchas

 Dentes sem manchas

 

Dentes brancos são, quase automaticamente, sinónimo de um sorriso bonito. Porém, a alimentação, o álcool e o tabaco conjugam-se para os macular, dando origem ao aparecimento de um tom amarelado e de manchas. Os fumadores, sobretudo, conhecem bem este fenómeno.

Como os dentes se ressentem das substâncias que compõem os cigarros, o ideal seria deixar de fumar. Mas, não sendo esta uma alternativa, há alguns cuidados que ajudam a manter uma coloração saudável. Existem, mesmo, pastas dentífricas específicas para combater as manchas, mas a principal forma de as evitar é a escovagem dos dentes.

Importante neste processo é o tempo que se dedica à escovagem dos dentes. Assim, quem fuma deve aprender a "perder" uns minutos extra em frente ao espelho, armado de pasta e escova. Pelo menos 30 segundos devem ser destinados às áreas de risco dos dentes superiores e outros tantos às mesmas áreas nos inferiores. Mais um minuto ou dois é quanto se deve gastar com o resto da boca. Para uma maior eficácia, deve exercer-se uma ligeira pressão com a escova enquanto se fazem os movimentos de vai e vem. O que é preciso é insistir, nomeadamente com a ajuda de uma escova eléctrica, que se tem revelado eficaz no combate às manchas nos dentes.

Fonte: ANF

Dentes para toda a vida

 Dentes para toda a vida

 

Cerca de um terço dos adultos com mais de 65 anos usam dentadura postiça por terem perdido parte ou todos os seus dentes naturais. Mas a cada vez maior divulgação da higiene dentária irá fazer com esse número baixe no próximo século.

A perda da dentição e o uso de dentadura, como ter cabelo branco e rugas, têm sido vistos como uma inevitável consequência do envelhecimento. Porém, num futuro não muito longínquo, o envelhecimento poderá não implicar obrigatoriamente o uso de uma dentadura postiça. Na realidade, graças à generalização dos cuidados preventivos e ao uso de flúor, os futuros idosos poderão conseguir manter os seus dentes naturais durante mais tempo. Para isso, a visita regular ao dentista, durante toda a vida, é essencial.

À medida que os anos passam, vão aparecendo um certo número de situações que só o médico dentista está em condições para acompanhar. Ao contrário da vulgar cárie, que pode aparecer quando ainda se é jovem, para os idosos, tanto os dentes como as gengivas encontram-se em situações de risco acrescido.

 

Vigiar sempre

Se é um facto que o envelhecimento pode conduzir a mudanças que tornam os dentes mais vulneráveis, também é verdade que, com os devidos cuidados, os dentes podem durar muitos e bons anos. Para isso é preciso uma vigilância cuidadosa. O aumento das situações que devem ser vigiadas passam, por exemplo, pelo facto de que o envelhecimento provoca uma retracção gradual das gengivas. Uma das consequências deste fenómeno natural traduz-se na exposição das raízes que até então se econtravam cobertas e protegidas pelas gengivas.

Acontece que, ao contrário da restante superfície dos dentes, as raízes não são revestidas por uma camada de esmalte, o que as torna mais vulneráveis às agressões exteriores. Para além disto, existem ainda outros situações associadas à velhice e que têm implicações directas na dentição. Uma dessas situações consiste na necessidade de recorrer a certos medicamentos que, sendo necessários para controlar ou evitar certas doenças, acabam por ter efeitos negativos sobre os dentes. Por exemplo, as pessoas a quem foram prescritos diuréticos, antidepressivos, antihistamínicos ou medicamentos para controlar a tensão arterial, devem informar o seu dentista.

Na verdade, alguns destes medicamentos podem fazer decrescer as quantidades de saliva presentes na boca. As consequências para os dentes resultantes da diminuição de saliva podem não ser benéficas. Na verdade, a saliva tem um papel importante na protecção dos dentes, uma vez que facilita a remoção de restos de alimentos e neutraliza os ácidos contribuindo assim para a manutenção do esmalte. Por outro lado, para a manutenção de uma dentição saudável é igualmente importante ter uma alimentação equilibrada e, sobretudo, sem açucar em excesso. Beber água em cuja composição se encontre flúor é também extremamente importante para a dentição.

Fonte: ANF

Herpes Labial

 Herpes Labial

 

Uma infecção latente

O herpes labial é uma infecção crónica causada pelo vírus herpes simplex. Um vírus altamente contagioso, com a infecção a ser contraída, muitas vezes, na infância e no final da adolescência.

Os sintomas da primeira infecção surgem uma a três semanas após o contágio, e desaparecem ao fim de sete a dez dias. Contudo, o vírus permanece no organismo, adormecido (latente), instalando-se nas células nervosas, à espera de ser reactivado.

Factores como stresse, febre, menstruação e exposição ao sol podem ser responsáveis pela reactivação, mas nem sempre se consegue identificar o que o faz voltar à superfície.

 

Lesões inestéticas

É nos lábios, ou em volta deles que, geralmente, selocalizam, as lesões típicas do herpes labial. Mas podem estender-se a outras zonas da face, como o nariz, o queixo ou as bochechas.

Estas lesões identificam-se facilmente: isoladas ou em grupo, são pequenas bolhinhas (vesículas), cheias de líquido e emergem numa zona de pele vermelha e em relevo. A sua presença pode ser anunciada por comichão ou uma ligeira dor, um ou dois dias antes. Quando irrompem, vão evoluindo até cicatrizarem: a bolsa acaba por se romper, libertando o líquido, após o que se forma uma crosta amarela.

 

Contágio sempre presente

É quando as lesões estão à vista que o risco de contágio é maior. Mas, quando elas desaparecem, esse risco por vezes mantém-se: é que o vírus, mesmo latente, pode continuar a poder ser transmitido. Além de que há infecções sem sintomas: o vírus pode estar activo sem que haja comichão, dor ou lesões.

Beijos, partilha de objectos de uso pessoal como lâminas de barbear, toalhas, pratos, copos e talheres,batons e outros cosméticos constituem uma porta de entrada do vírus no organismo.

 

Ajuda para cicatrizar

É o que fazem os medicamentos utilizados no tratamento do herpes labial: de aplicação tópica (local), sob a forma de creme ou pomada, aliviam os sintomas e aceleram a cicatrização das lesões. São medicamentos não sujeitos a receita médica, mas que não dispensam o aconselhamento farmacêutico.

A sua acção pode ser complementada com a utilização de outros produtos, nomeadamente pensos que se aplicam sobre as lesões: não combatem o vírus, mas aliviam o desconforto e ajudam a disfarçar as marcas do herpes.

Quando o herpes é grave, os sintomas muito evidentes e de longa duração, pode ser necessário consultar o médico, que pode prescrever outros medicamentos antivíricos (por exemplo, em comprimidos).

 

Apostar na prevenção

O herpes labial é crónico mas é possível prevenir. O que passa por ter alguns cuidados consigo e com os outros:

  • Evite o contacto directo (beijos, por exemplo) sempre que as lesões estejam presentes, sobretudo com crianças e pessoas com o sistema imunitário deprimido;
  • Não partilhe objectos de uso pessoal (como por exemplo utensílios usados nas refeições e higiene);
  • Lave sempre bem as mãos e evite levá-las a outras partes do corpo (sobretudo aos olhos e genitais) pelo risco de alastramento a outras zonas do corpo;
  • Evite praticar sexo oral, mesmo com preservativo, caso apresente lesões activas;
  • Evite os potenciais factores de reactivação do vírus – use sempre protector solar.

Esta farmácia é um espaço de aconselhamento e terapêutica: aqui encontra profissionais habilitados a esclarecer qualquer questão sobre o herpes labial, sintomas e consequências e – muito importante – a informar sobre os cuidados que deve ter para evitar o contágio. Encontra também orientação sobre as alternativas de tratamento disponíveis e sobre o modo mais correcto e seguro de as utilizar.

Fonte: ANF

Gengivas que sofrem

 Gengivas que sofrem

 

Sabia que um único miligrama de placa dentária contém até 200 milhões de bactérias? Um inimigo potencial das nossas gengivas. E elas queixam-se: sangram, inflamam, vão-se despegando dos dentes e, nos casos mais graves, estes caem. Da gengivite à doença peridontal, gengivas e dentes sofrem. Uma boa higiene oral é meio caminho andado para prevenir estes males de boca.

Porque nos recomendam que lavemos os dentes após as refeições? Apenas para manter o hálito fresco? Não! É que a cada refeição acumulam-se nas gengivas restos de alimentos que, aliados à saliva, constituem um verdadeiro manjar dos deuses para as bactérias. Elas são de tal forma atribuídas por esta mistura ao ponto de num único miligrama de placa dentária se poderem concentrar 200 milhões. Convenhamos que são demasiadas bactérias para uma boca só, sobretudo se pensarmos que nunca temos só um miligrama de placa ou tártaro.

A placa dentária está continuamente a formar-se sobre os dentes, precisamente por ser uma película constituída por restos de alimentos. Se não a removermos diariamente, ela estende-se por toda a boca, abrindo a porta às bactérias causadoras das infecções orais. Estas bactérias libertam toxinas que vão fragilizando a gengiva, irritando-a e ledvando ao aparecimento de infecções. Uma acção destruidora que se alarga ais tecidos de suporte dos dentes, incluindo o osso.

É muito eficaz o trabalho destas bactérias. Muito ácidas, actuam sem ruído. E quando se dá por isso as gengivas começam a sangrar cada vez com mais frequência durante a escovagem, ficam vermelhas, inchadas ou moles. O mau hálito instala-se. E, nas situações mais graves, os dentes abanam, deslocando-se quando comemos. À medida que a infecção alastra aumenta o perigo de os dentes caírem.

Estamos então perante uma doença peridontal, assim chamada por se desenvolver à volta do dente. A sua forma mais ligeira é precisamente a gengivite, uma situação não muito desconfortável mas que se traduz em gengivas vermelhas, inchadas e que sangram. Se não foi possível prevenir, é nesta fase que se pode arrepidar caminho, graças a uma intervenção do dentista que procederá essencialmente a uma higiene oral rigorosa.

Porém, se a gengivite não for tratada, a infecção progride e assume formas mais graves, as da periodontite (também chamada piorreia). Lentamente, vão sendo destruídos os suportes da gengiva e o osso, causando danos irreversíveis. E com o decorrer do tempo, os dentes começam a abanar e pode ser tarde demais para os salvar.

Vejamos como tudo acontece: a culpa é das toxinas produzidas pelas bactérias da placa bacteriana – primeiro, causam irritações na gengiva, depois atacam os tecidos de suporte do dente; as gengivas vão-se separando dos dentes, formando-se bolsas nas áreas de afastamento, as quais se enchem de placa bacteriana, o mesmo é dizer que de bactérias. A infecção aumenta e estas bolsas vão ficando cada vez mais produndas, minando o osso – os dentes estão já em perigo e o mais certo é ficarmos sem eles.

 

Escovar, escovar, escovar

É claro que é possível contrariar a acção das bactérias. O primeiro grau de intervenção passa pela remoção da placa bacteriana. É a chamada fase higiénica do tratamento, que poderá ser dificultada se entretanto a película ácida já se tiver mineralizado, dando origem ao tártaro. Em último caso, pode ser necessária uma cirurgia para preservar os dentes, o que poderá implicar a reconstrução do osso.

Apesar de esta intervenção se fazer com o recurso à anestesia usada para os tratamentos dentários mais vulgares, e de o pós-operatório não ser complicado, o melhor será não chegar a este extremo. Prevenindo, está claro, e fazendo da escova de dentes a melhor arma contra a placa bacteriana.

Lavar os dentes pelo menos três vezes ao dia – tantas quantas as principais refeições – é o gesto mais básico. Mas 30 segundos não bastam. Os especialistas recomendam que se dediquem três a cinco minutos à higiene oral. Com uma escova de cabeça pequena e filamentos suaves, suficientemente flexíveis para penetrarem no espaço entre os dentes e daí desalojarem todos os restos. Sem esquecer as zonas mais inacessíveis, a linha base da gengiva, que é onde se acumula a sujidade e onde se inicia a gengivite. Para tal, convém colocar a escova num ângulo de 45º em relação aos dentes, o que permitirá que metade dos filamentos lave a gengiva enquanto a outra metade se encarrega dos dentes. E depois há que movimentar a escova.

Também o dentífrico deve merecer uma escolha cuidada: há-os anti-bacterianos e os para gengivas sensíveis, com flúor, claro, mas também agentes calmantes. E, no final, convém completar a higiene com uns bochechos de elixir líquido, pois geralmente contém um agente anti-bacteriano que retarda o aparecimento da placa. É claro que não é prático, nem sequer recomendável, que se use o elixir de cada vez que se lavam os dentes, o melhor será deixá-lo para a última escovagem do dia.

Muitas vezes acabamos por só lavar os dentes de manhã e à noite, porque durante o dia trabalhamos. Duas vezes não é pouco, mas três é o ideal e pode conseguir-se guardando na secretária ou no cacifo um \"kit\" de higiene oral – um dentífrico e uma escova, daquelas de viagem. Um saltinho à casa de banho logo depois do almoço não custa nada e a boca sai a ganhar.

 

Os segredos da escova de dentes

Para uma higiene oral correcta a escova de dentes deve:

  • Ser de cabeça pequena e manobrável, de modo a chegar a todos os recantos da boca;
  • Ter os filamentos macios e flexíveis para escovar as superífices irregulares dos dentes e inflitrar-se nos espaços interdentários;
  • Deve ser substituída de três em três meses, sob pena de os filamentos se gastarem e deixarem de cumprir a sua função;
  • Não deve ser dura pois, não sendo mais eficaz, acaba por agredir as gengivas;
  • Não deve ser molhada antes, pois os filamentos ficam mais moles, logo, menos eficazes.

Fonte: ANF

Mau Hálito

 Mau Hálito

 

O mau hálito pode inibir-nos de falar, constituindo-se num verdadeiro problema social e afectivo. Trata-se sempre de um factor negativo para a nossa imagem. Mas o seu médico pode explicar-lhe que há soluções e que não se trata do fim do mundo.

Numa importante reunião de trabalho, um dos jovens sentados à mesa não conseguiu falar de frente para ninguém. As coisas que tinha para comunicar ao grupo eram muito importantes e tinham-lhe custado muitas horas de preparação. Porque razão evidenciou então um comportamento tão inseguro e não foi capaz de afirmar com convicção as conclusões a que tinha chegado? A explicação é simples: o nosso jovem tinha mau hálito. Era esse o verdadeiro motivo, pelo qual falava para baixo e sem ênfase. Na verdade, tinha medo de pôr energia nas suas palavras. Sabia que se o fizesse, o vigor do seu discurso aumentaria o sopro que lhe saía da boca. E quanto maior o sopro, mais o cheiro se notaria. Ainda por cima, apesar do cuidado com que falara, ouviu o director do seu departamento sussurrar ao ouvido do presidente do conselho de administração: "É bom rapaz, mas cheira mal da boca". Quando o presidente o olhou do outro lado da mesa, pareceu-lhe que o mundo tinha chegado ao fim. As coisas tornaram-se piores quando a reunião terminou e o presidente da empresa lhe pediu que ficasse. A vergonha deixou-o petrificado. Sem abrir a boca, viu o presidente levantar o auscultador do telefone vermelho. Como não era capaz de se aproximar, não conseguiu ouvir a conversa. Mas um instante depois, sem nunca mexer a cabeça, percebeu que a secretária da administração tinha entrado na sala. Foi então que ouviu o presidente dizer: "Diga ao meu dentista que este senhor vai lá da minha parte. Ele que o receba ainda hoje".

 

Na cadeira do dentista

O dentista do presidente da empresa reservou-lhe uma consulta durante a hora de almoço.

O jovem entrou no consultório sem dizer uma única palavra. Com um sorriso, o assistente do conceituado dentista perguntou-lhe qual era o problema. Ele, mais descontraído, apontou para a boca. Logo de seguida, num gesto inequívoco, apertou o nariz entre os dedos polegar e indicador. Todos riram. Não foi preciso que o jovem explicasse os problemas sociais e afectivos provocados pelo seu mau hálito. A verdade é que estava no sítio certo porque, finalmente, a Medicina começou a interessar-se pelo problema.

Por uma questão de boa educação nunca se costuma falar dos maus cheiros do corpo. E muito menos de mau hálito. Mas a halitose começa desde há algum tempo a despertar o interesse dos médicos, em particular dos dentistas. O mau hálito é geralmente proveniente da boca. De facto, 86 por cento das halitoses devem-se a afecções dentárias como cáries e gengitives, enquanto que apenas 5% estão associadas às amígdalas ou ao nariz. De uma forma ainda mais rara, que não ultrapassa 1 por cento, o mau hálito tem origem em disfunções do aparelho digestivo. A responsabilidade pelo mau hálito recai sobre um certo tipo de bactérias que se desenvolvem na nossa boca.

São essas bactérias que libertam os malcheirosos compostos sulfúricos quando atacam as proteínas contidas nos restos de alimentos, sobretudo na parte posterior da língua e a garganta.

 

Um problema social

Se essas bactérias estão presentes nas boca de qualquer um de nós, e portanto nas de todos os membros daquele grupo consultivo de que o nosso jovem faz parte, porque é que o problema apenas o atingiu a ele? A resposta que o dentista lhe deu foi simples: depende da natureza das bactérias e do seu número. Desta maneira, a desagradável característica do seu hálito evidenciava a presença de um género particular e de um número elevado desses germes. Na realidade, é difícil para o próprio tomar consciência directa da sua halitose. Isto acontece porque o cérebro tem dificuldade em detectar os nossos próprios odores corporais.

Pelo menos tem, geralmente, muito mais dificuldade do que o nariz da pessoa ao nosso lado. Quanto a saber se esses odores são desagradáveis ou não, é já uma questão bem diferente, embora o mau hálito seja, em maior ou menor grau, visto como muito desagradável.

Nos países desenvolvidos, por exemplo, os japoneses e os norte-americanos parecem ser dos povos menos tolerantes para quem sofre de halitose. Aliás, talvez devido à sua grande sensibilidade, existe já um aparelho para detectar o mau hálito, à venda nos Estados Unidos. O aparelho, a que se convencionou chamar halímetro, permite medir com muita exactidão a quantidade desses compostos. É um equipamento dispendioso e raríssimo na Europa. Com efeito, os médicos do velho continente mostram-se um tanto cépticos, considerando que invenções deste tipo têm muito pouco significado.

 

Exame aprofundado

No caso do nosso jovem, o dentista usou um procedimento igual ao que sempre fazia, quer se tratasse de alguém recomendado ou não.

O exame começou com profunda avaliação de modo a determinar as eventuais causas dentárias (cáries), gengivais (inflamação, gengivite) ou paradontais (se os tecidos que sustêm os dentes estão doentes). A verdade é que o menor dos problemas pode ser mais do que suficiente para favorecer a formação dos compostos sulfúricos. O caso das gengivas que sangram é um bom exemplo, dado que o sangue contém proteínas das quais se alimentam as bactérias anaeróbicas responsáveis pelo mau hálito. Não satisfeito, o dentista verificou ainda o estado de anteriores tratamentos dentários em busca de uma coroa mal fixa ou de um chumbo caído. A língua foi também observada atentamente, dado que um terço dos pacientes que sofrem de mau hálito apresentam depósitos esbranquiçados sobre a língua. Finalmente, o dentista inquiriu-o sobre os seus hábitos alimentares e aconselhou algumas alterações. Os alimentos ricos em proteínas deveriam ser evitados. Ao mesmo tempo, o número de refeições teria que ser aumentado para favorecer o fluxo salivar.

A tudo isto deveria ainda adicionar-se o hábito de beber regularmente como forma de oxigenar a boca. Já quase no final da consulta, o dentista fez ainda mais algumas recomendações. Assim, em complemento da escovagem dos dentes, deveriam ser feitos gargarejos com um dos vários produtos que hoje existem apropriados para esse efeito. Esses produtos contêm um agente anti-bacteriano que impede a formação da placa e a consequente proliferação das bactérias. Não é, contudo, uma panaceia no caso de existir uma secura bucal. A maior parte daqueles produtos contêm álcool que contribui para aumentar a secura da mucosa. E menos saliva, significa menos oxigénio e, de novo, um terreno propício para as bactérias. Finalmente, o dentista aconselhou evitar alimentos como o alho, a cebola ou as especiarias com odores muitos fortes. Mas isto já o nosso jovem sabia.

O que ele desconhecia era que a lactose, que se encontra nos produtos lácteos era um meio excelente para as bactérias anaeróbicas caso as suas proteínas fossem mal transformadas pelas enzimas do organismo. E o mesmo se aplicava às bebidas alcoólicas, às carnes e ao café. Na verdade, a acidez e o açúcar favorecem a formação da placa dentária, refúgio dos compostos sulfúricos. Todas estas precauções deveriam ser acompanhadas por uma rigorosa escovadela dentária, após as refeições, que não excluía o recurso ao fio dental. Quando regressou ao seu gabinete, o nosso jovem encontrou uma folha de papel com uma nota redigida à mão. Já sem preocupações, leu a missiva do presidente do conselho de administração em que este lhe pedia para se dirigir ao seu gabinete, que ocupava todo o último piso da sede da empresa.

Assim que chegou, foi conduzido para a sala privada de reuniões. Naquela zona de acesso restrito, o presidente da administração referiu a qualidade da sua análise e o apoio às recomendações estratégicas que o jovem tinha tão timidamente avançado na reunião dessa manhã. Nestas circunstâncias, disse ainda o presidente, era com muito agrado que o promovia a membro permanente do pequeno grupo dos seus assessores. E, acrescentou o presidente, em tom de quem conta um segredo: "Sabe que eu também já tive mau hálito. Mas aprendi que um mau hálito não é um drama. É uma questão de alguns cuidados".

 

Avalie o seu hálito

Existem vários testes para calcular o mais objectivamente possível a situação do seu hálito. Um deles, nem sempre possível, consiste em pedir a colaboração de outra pessoa, abrindo a boca e expirando na direcção do seu nariz.

Em caso de mau hálito, a reacção da vítima não se fará esperar. Como se torna muita vezes difícil encontrar voluntários para colaborar neste teste simples, talvez seja preferível recorrer a uma autoavaliação. Uma das possibilidades consiste em raspar a parte superior da língua com uma colher e, em seguida, cheirar o depósito. Na impossibilidade de recorrer a uma colher, pode executar um teste similar mas com recurso a outro procedimento. Esta modalidade reduz-se a lamber as costas da mão, deixar secar, e depois cheirar.

Tudo isto permite uma primeira avaliação. Mas se quiser ficar verdadeiramente sobre as causas e não apenas sobre os efeitos, é preferível consultar um dentista ou um médico. Sabe-se, por exemplo, que certos medicamentos como os antibióticos, anti-histamínicos, hipertensores e ansiolíticos secam as mucosas e provocam uma halitose passageira. Para além disto, certos reflexos gastroesofágicos, acompanhado por regurgitamentos ácidos e sensações de queimadura, podem provocar um mau hálito.

As causas do mau hálito podem ainda ter origem em determinadas doenças. A diabetes, por exemplo, provoca um hálito adocicado muito característico. Mas, para além destes casos específicos, a halitose é realmente de origem bucal.

Fonte: ANF

Dentes - o mal eterno

 Dentes - o mal eterno

 

Começar desde bebé

Quando um bebé está frequentemente exposto a sugar líquidos como leite (incluindo o materno), sumos de frutas e outros líquidos doces pode enfrentar sérios futuros problemas dentários. Eis algumas medidas fáceis de tomar:

  • Comece por limpar a boca do bebé logo desde os primeiros dias após o parto. Após cada mamada, limpe as gengivas da criança com um pouco de gaze para remover a placa dentária;
  • Não permita que os seus filhos fiquem a remoer os alimentos por períodos prolongados e não lhes dê leite, água açucarada ou sumo de frutas durante as sestas ou à noite quando já estão na cama. Se for imperioso dar-lhes de beber, use apenas água;
  • Desmame a criança, logo que ela seja capaz de segurar num copo;
  • Ajude os seus filhos a criar bons hábitos alimentares desde a mais tenra idade, escolhendo alimentos sensíveis e nutritivos.

Também a nossa boca vai sentir os efeitos da idade, com alterações por vezes pronunciadas. Compreender essas alterações e saber o que podemos fazer é importante para manter uma boa saúde oral. Uma das alterações que pode constatar ao envelhecer é que se torna mais difícil manter os dentes brancos e limpos. Isto deve-se àquela camada dura e incolor de bactérias, denominada placa dentária, que vai aumentando sempre à medida que envelhecemos.

Os dentes furados não constituem apenas um problemas das crianças e dos jovens. As alterações provocadas pelo envelhecimento também provocam dentes furados, questão que também deve preocupar os adultos. A recessão das gengivas e a crescente morte das suas células, expõe as raízes dentárias à placa. As raízes estão cobertas por uma espécie de cimento, um tipo de tecido mais ligeiro do que o esmalte, muito susceptível e sensível ao toque, ao calor e ao frio. A maioria das pessoas acima de 50 anos tem problemas deste tipo.

 

Problemas das gengivas

A maioria dos adultos é afectada por uma doença das gengivas que representa quase sempre a causa mais vulgar da queda dos dentes. O culpado desta doença é uma bactéria que se encontram nos açúcares e nos alimentos que consumimos. As bactérias criam toxinas que irritam as gengivas.

Lentamente, e quase sempre sem quaisquer dores, as gengivas afastam-se dos dentes e, a não serem tratadas, o osso de suporte pode ser atingido, provocando a queda do dente. Poderá ser necessário um tratamento cirúrgico ou a remoção do dente. Dentaduras ou pontes inapropriadas, alimentação deficiente, má higiene oral, outras doenças e até mesmo alguns remédios podem fazer avolumar-se a severidade da doença das gengivas. Convém ter em conta alguns sinais, como a vermelhidão das gengivas, a sua facilidade em sangrar e a aparição de pus entre as gengivas e os dentes. Outros sinais são as alterações na fixação da dentadura ou entre os próprios dentes.

 

Cada dente tem a sua razão de ser

Cada dente da nossa boca tem um papel específico e importante, quer para falar ou mastigar, quer para manter o alinhamento conveniente dos restantes dentes. A perda de dentes não é uma consequência inevitável da idade, mas quando tal sucede os dentes devem ser imediatamente substituídos por placas ou dentaduras, de modo a que a boca possa funcionar normalmente. Ultimamente, placas e dentaduras, começam a ser substituídas, com êxito, por implantações, dentes falsos ligados directamente aos ossos da maxila ou sob os tecidos da gengiva. Oferecem uma aparência bem mais natural e permitem uma muito mais ampla capacidade de mastigar.

 

Cuidados com a alimentação

De cada vez que comemos alimentos que contêm açúcares ou amidos, a placa bacteriana produz ácidos que atacam o esmalte dos dentes durante pelo menos 20 minutos. Após repetidos ataques destes ácidos, o esmalte dos dentes começa a deteriorar-se, formando-se uma cavidade. Limitando o número de vezes que ingerimos esses alimentos entre refeições ou escolhendo alimentos nutritivos entre os cinco elos da cadeia alimentar (vegetais; frutos; produtos lácteos; pão, cereais; carne, criação, peixe) podemos ajudar os nossos dentes a manterem-se sadios.

Uma dieta equilibrada, acompanhada por correcta escovagem, é fundamental para evitar a queda dos dentes. No entanto, escovar os dentes, embora remova a placa e a formação de tártaro, não é suficiente. Quando o tártaro começa a endurecer só pode ser removido por um profissional. E em muitas pessoas a formação de tártaro é extremamente rápida, pelo que terão que recorrer a essa limpeza mais frequentemente. De qualquer maneira, são indispensáveis visitas regulares ao estomatologista para acudir a hipotéticos problemas logo que estes se comecem a manifestar.

Fonte: ANF

Aftas

 Aftas - um mal pequeno

 

São pequenas, mas incomodam muito. Desconhecem-se com exactidão as suas causas, mas quase a toda gente, pelo menos uma vez na vida, já sentiu a boca em chamas. As aftas são assim mesmo!

Normalmente, não medem mais de 0,3 cm de diâmetro, mas o tamanho não diminui o martírio. A boca arde como num incêndio de verão e o mínimo movimento da língua é uma tortura sem fim. As aftas são úlceras dolorosas que ocorrem ao nível da boca e da língua, instalando-se não importa em que cavidade bucal. Contudo, preferem os tecidos macios, particularmente o interior do lábio ou da bochecha ou ainda a língua e, raramente, o céu da boca ou a gengiva. É a dor que chama a atenção. Uma dor acutilante, que cada toque transforma numa pequena descarga eléctrica. Só depois de um exame da boca se descobre a afta: no início uma mancha vermelha, depois forma-se uma auréola e a lesão assume uma cor entre o esbranquiçado e o amarelado.

Para cerca de 20% da população esta é uma doença comum, mas a verdade é que quase todos nós já fomos assaltados por esta sensação desconfortável pelo menos uma vez. O que provavelmente a maioria de nós não sabe é porque, sendo tão pequenas, doem tanto as aftas. Mas doem precisamente por serem lesões ulceradas, expondo o tecido conjuntivo, que é rico em vasos e nervos.

 

O que causa a afta?

A origem das aftas é desconhecida, não existindo um agente etiológico único. A literatura médica aponta para uma alteração da resposta imunológica como possível causa. Os ácidos presentes na alimentação, os pequenos traumas da mucosa bucal, distúrbios intestinais, o ciclo menstrual e o stress emocional contam-se entre os factores que podem desencadear o aparecimento das pequenas úlceras.

Em pessoas imunologicamente deprimidas na sequência de um pós-operatório prolongado e desgastante observa-se o aparecimento de áreas ulceradas na boca, o mesmo podendo acontecer devido a traumatismos associados ao uso incorrecto de aparelhos ortodônticos.

Do mesmo modo são de equacionar aspectos hereditários, parecendo existir um traço familiar, já que filhos de pais portadores de aftas apresentam uma probabilidade maior de desenvolver as pequenas úlceras bucais. Descartada já com absoluta certeza está a hipótese de a doença ser contagiosa.

 

Como tratar?

Em geral, as aftas desaparecem espontaneamente ao fim de 8 a 15 dias, embora sejam frequentes as recidivas. Contudo, dado o incómodo que causam dificilmente se aguenta tanto tempo um incêndio na boca. Assim, é possível combater a úlcera e fazer regredir a dor com um tratamento local, bochechando várias vezes ao dia com uma solução anti-séptica ou aplicando um anestésico local, disponível sob a forma de um gel fresco. Neste caso, faça uma pausa de dez a quinze minutos antes de ingerir qualquer alimento, dando ao produto tempo para agir. E por falar em alimentos, saiba que por eles passa também a solução. Se a afta já estiver instalada, prefira alimentos suaves, evite os picantes que estimulam a dor. Mastigue lentamente, para não aumentar as lesões.

E previna-se: se tiver predisposição, convém bochechar a boca diariamente com um elixir anti-séptico e manter os dentes em boa forma, pois as cáries atraem as aftas. Alimente-se bem, evitando a debilidade orgânica causada por carência de vitaminas, sais minerais e outros nutrientes. Nunca se esqueça que uma afta nunca vem só! E se uma afta incomoda, imagine uma atrás das outras... Não as confunda! Há outras doenças que podem ser confundidas com as aftas, doenças mais graves, pelo que é importante estar atento aos sinais.

O cancro da boca, ou carcinoma epidermóide, frequentemente começa como uma lesão ulcerada. Daí que, perante uma úlcera bucal que não cicatriza em 15 dias, o melhor seja consultar o dentista para o diagnóstico da lesão. Além disso, algumas doenças infecciosas, como o herpes, e algumas doenças dermatológicas, como o lúpus, embora tenham características próprias bem conhecidas, podem parecer-se com aftas em determinada fase do seu desenvolvimento, podendo ser confundidas por um leigo. Contudo, a diferença - abismal - é entre uma doença comum, passageira, e uma doença contagiosa. Importa, pois, consultar o médico, se as lesões persistirem além do tempo de "vida" normal de uma afta.

Fonte: ANF